“A alma que se conhece, conhece Deus.”
Santa Catarina
Reflexão:
Santa Catarina falava de um jardim… um lugar onde tudo é cultivado com paciência. Mas esse jardim não começava fora. Começava dentro.
Enquanto o dia acontecia, entre tarefas simples, vozes, cansaço, ela aprendia a não se perder desse lugar interior. E talvez seja isso que mais nos escapa. Porque, no meio do cotidiano, é fácil viver só por fora.
Responder no automático, seguir o ritmo do que precisa ser feito, ir passando pelos dias… sem permanecer. Mas existe um espaço que não se perde.
Mesmo quando a casa está cheia, quando há muito a resolver, quando o tempo parece curto… há pequenos instantes, enquanto o café esfria, enquanto organizamos o que precisa ser feito, enquanto alguém chama por nós, em que o coração pode voltar.
Santa Catarina não esperava o silêncio chegar. Era ali mesmo, no meio do que vivia, que ela voltava. No silêncio breve, num recolhimento quase invisível e talvez uma oração no meio do dia, uma palavra guardada, um gesto mais atento, um olhar que se detém, ela permanecia.
E, quando isso acontece, algo muda. Não por fora primeiro. Por dentro. O olhar desacelera. A pressa já não conduz tudo. A resposta já não nasce do cansaço. E, aos poucos, o que é vivido começa a ter outro sentido. Talvez seja assim que esse jardim cresce. Não no que aparece mas no que é guardado.
Escuta do Coração:
Tenho vivido mais por fora ou tenho voltado para dentro?
Oração:
Senhor, no meio do meu dia, não me deixes perder esse lugar interior. Guarda o meu coração em Ti.
Amém.
Sob o olhar dos santos, o dia encontra luz. 🤎 Com Luciana | Luz dos Santos

